O fortalecimento institucional tem sido uma das principais estratégias do MOAB – Movimento Orgulho Autista Brasil para ampliar a defesa dos direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em todo o país. Neste sábado (21), o movimento realizará sua Reunião Ordinária Nacional, em formato remoto, reunindo diretores, coordenadores e lideranças estaduais.
A pauta inclui a posse de novos diretores e coordenadores, etapa considerada essencial para garantir organização, legitimidade e expansão estruturada da atuação do movimento em nível estadual e municipal. A formalização das lideranças fortalece o acompanhamento das demandas locais, o diálogo com escolas e o suporte às famílias.
📊 Dados reforçam a importância da mobilização
De acordo com estimativa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, a prevalência global de autismo é de aproximadamente 1 a cada 36 crianças. No Brasil, embora ainda não exista um censo nacional definitivo, especialistas utilizam projeções semelhantes.
Considerando a população brasileira superior a 203 milhões de habitantes, estima-se que o país possa ter mais de 5 milhões de pessoas dentro do espectro autista.
Em São Paulo, o estado mais populoso do país, com cerca de 44 milhões de habitantes, a estimativa pode ultrapassar 1 milhão de pessoas com TEA, o que amplia significativamente a responsabilidade do poder público na garantia de políticas educacionais, de saúde e assistência social estruturadas.
Na rede pública de ensino paulista, os números de matrículas de estudantes com deficiência vêm crescendo nos últimos anos, refletindo maior identificação e inclusão escolar — o que também exige planejamento adequado, cumprimento do Plano Educacional Individualizado (PEI) e oferta de profissionais de apoio quando necessário.
Congresso Nacional
A reunião também tratará da organização do X Congresso Nacional do MOAB e do 1º Congresso Gaúcho do MOAB, programados para os dias 11 e 12 de abril de 2026, em Tramandaí (RS). O congresso integra o calendário oficial do movimento e representa espaço de formação técnica, alinhamento jurídico e fortalecimento das lideranças em âmbito nacional.
Segundo o presidente nacional do MOAB, Edilson Barbosa:
“O crescimento do movimento exige organização, responsabilidade e união das lideranças. Cada coordenação estruturada representa mais segurança para as famílias e mais força na defesa dos direitos das pessoas autistas.”
O cenário evidencia que a inclusão não pode ser tratada como concessão, mas como direito assegurado por lei, exigindo atuação permanente do Estado e participação ativa da sociedade civil organizada.
