A cidade de São Paulo enfrenta, nesta terça-feira (9), uma paralisação parcial do sistema de ônibus após motoristas e cobradores recolherem veículos às garagens no fim da tarde. A ação, considerada uma greve repentina (operação surpresa), foi deflagrada pelo SindMotoristas em protesto contra o atraso no pagamento do 13º salário e benefícios trabalhistas.
Segundo o sindicato, diversas empresas não realizaram o depósito do 13º até o prazo estipulado, afetando milhares de trabalhadores. Com isso, linhas foram interrompidas ou operam com frota reduzida em várias regiões da capital.
A Prefeitura de São Paulo informou que os repasses às concessionárias estão em dia e que os atrasos são de responsabilidade das empresas operadoras. O órgão acompanha a situação e diz que mantém diálogo para normalizar os serviços, mas não divulgou previsão de retorno total da frota.
Com a paralisação, terminais como Bandeira, Aricanduva, Santo Amaro e Lapa registraram movimento incomum e espera acima da média. Passageiros relataram dificuldade para embarcar, longas filas e necessidade de recorrer ao metrô, trens e transporte por aplicativo, que tiveram aumento de demanda no início da noite.
A greve impacta especialmente trabalhadores que dependem do transporte público no período vespertino e noturno. Especialistas alertam que, caso a negociação não avance ainda hoje, o sistema pode enfrentar reflexos também na manhã desta quarta-feira.
O SindMotoristas informou que a paralisação permanece até que haja garantia de pagamento integral do 13º salário. As empresas, por sua vez, alegam desafios financeiros e pedem mais prazo para honrar os compromissos.
O Estado Notícias São Paulo segue acompanhando a situação e atualizará novas informações conforme o avanço das negociações.
