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Quarta-feira, 28 de Outubro 2026
Brasil

Entenda como o prejuízo dos Correios ameaça as contas públicas

Governo decidiu que o Tesouro Nacional vai garantir um empréstimo de R$ 20 bilhões para a estatal para “evitar o pior”

Entenda como o prejuízo dos Correios ameaça as contas públicas
Divulgação/Correios
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Os recorrentes prejuízos dos Correios se tornaram uma ameaça para as contas públicas. Com isso, o governo federal decidiu que o Tesouro Nacional vai garantir um empréstimo de R$ 20 bilhões para a estatal.

A solução foi oficializada na quarta-feira (15) pelo presidente da empresa, Emmanoel Rondon.

Segundo apuração do CNN Money, a equipe econômica tenta evitar o pior: que os prejuízos bilionários levem mais problemas às contas públicas.

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Acontece que os Correios são uma estatal não dependente do Tesouro — então seus resultados não impactam diretamente o Orçamento, enquanto a empresa se sustenta com receita própria.

Antes do novo arcabouço fiscal, o governo poderia realizar uma operação de capitalização e injetar dinheiro em estatais para salvá-las sem comprometer o limite de despesas do Orçamento.

Isso aconteceu, por exemplo, na capitalização da Emgeprom (Empresa Gerencial de Projetos Navais), entre 2017 e 2019.

Hoje, a utilização de recursos pelo governo para salvar os Correios entraria no limite de gasto e obrigaria a gestão federal a conter outras despesas.

Mas ainda há um segundo problema: caso o governo injete dinheiro na empresa, pode haver questionamentos do ponto de vista técnico e legal sobre a dependência da estatal do Tesouro.

“Se os Correios se tornassem uma empresa dependente, toda sua despesa passaria a integrar o Orçamento da União. E passaria a concorrer pelo espaço fiscal com as outras despesas, limitadas pelo arcabouço. Seria um grande problema”, disse Murilo Viana, especialista em contas públicas.

Sem a possibilidade de capitalização, os Correios precisam recorrer a empréstimos para refrescar seu caixa.

Há, contudo, um impasse: a situação financeira da empresa é vista como riscos pelos bancos, que não dariam crédito em condições acessíveis à estatal.

A garantia de que o Tesouro vai ressarcir os bancos em caso de calote, viabilizaria os empréstimos. Economistas consultados pela CNN Brasil, contudo, pedem atenção ao risco que é transferido ao Tesouro nesta operação.

Correios anunciam plano de reestruturação

De acordo com Emmanoel Rondon, o programa de reestruturação do equilíbrio financeiro terá três eixos: corte de despesas, diversificação de receitas e recuperação da saúde financeira dos Correios — que contempla o empréstimo com bancos.

No primeiro eixo, é a realização de um novo programa de demissões voluntárias, com foco em setores da empresa com desempenho insatisfatório. Também haverá renegociação de contratos com fornecedores.

Já no segundo, o estatal dará continuidade no programa de venda de imóveis ociosos. Também está focando no estudo de novos modelos de negócio. Recentemente a empresa lançou o “Mais Correios”, para competir no segmento de marketplace.

No primeiro semestre, os Correios tiveram prejuízo de R$ 4,3 bilhões -- mais do que triplicando o desempenho negativo registrado no mesmo período do ano passado, que ficou em R$ 1,3 bilhão.

FONTE/CRÉDITOS: CNN
O Estado Noticias

Publicado por:

O Estado Noticias

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